Os 10 mandamentos (da segurança em duas rodas)

Se Moisés tivesse subido o monte Sinai em uma bicicleta, os mandamentos poderiam ter sido outros.

1) Anteciparás os riscos e observarás antes de decidir
Em ambientes urbanos de trânsito intenso é preciso atenção redobrada. Olhar na frente, olhar do lado e olhar atrás. Antes de entrar na rua, olhar. Ao passar um cruzamento, olhar. Ao andar pela rua, olhar. Antes de manobrar para dobrar uma esquina, olhar. Antes de parar, olhar. Você não pode olhar em excesso quando anda de bicicleta. Um buraco no asfalto que não seja identificado a tempo pode virar um tombo de consequências graves dependendo de outros fatores. Um segundo de desatenção no cruzamento e os riscos crescem de maneira vertigionosa. Para evitar isso, é preciso estar alerta sempre, em permanente vigilância para identificar riscos, antecipá-los e evitá-los. Continuar lendo “Os 10 mandamentos (da segurança em duas rodas)”

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Mantenha-se seguro

Dicas de segurança para ciclistas publicadas no diário The Independent no último dia 14 de novembro. O texto é uma resposta a uma série de mortes de ciclistas, cinco no total, iniciada no dia 5 de novembro, em Londres. Todas elas envolvendo colisões com caminhões ou ônibus. O que chocou no caso específico desses nove dias é que não há precedentes para tantas mortes de ciclistas na cidade. Os últimos 3 anos contabilizaram uma média pouco maior que uma morte por mês em Londres, sendo 2011 o ano com maior fatalidades: 16 no total.

Obviamente que essa lista não esgota medidas de segurança – nem mesmo pode ser tratada como unânime (o ponto oito é bastante controverso), mas relembrar certas atitudes necessárias nunca é demais.

1 Evite caminhões
Nunca espere entre o meio-fio e um caminhão parado próximo a um cruzamento. Se ele dobrar à direita, pode ser que o motorista não o veja. Fique atrás ou, de preferência, na frente, onde você pode ser visto. Continuar lendo “Mantenha-se seguro”

Eu não sou um ciclista

por Chris Bruntlett (*)

Por favor, permita-me tirar uma coisa de dentro do peito: eu odeio quando alguém se refere a mim como um “ciclista”. A expressão “ávido ciclista” é ainda pior. Eu não sou mais ávido ciclista do que eu sou ávido caminhante ou ávido por comida. Eu sou alguém que muitas vezes usa uma bicicleta, simplesmente porque é a maneira mais civilizada, eficiente, agradável e econômica para me locomover pela minha cidade. Ainda que dependa do clima, carga, tempo e natureza da viagem que eu estou fazendo. Além de possuir uma bicicleta, eu também sou sócio de uma cooperativa de compartilhamento de automóveis, sou usuário de transporte público, e possuo muitos pares de sapatos. A bicicleta é apenas um meio para um fim. É uma ferramenta que não me transforma em um ciclista, mais do que limpar meu apartamento me transforma em um faxineiro, ou escovar os dentes me transforma em um especialista em higiene dental. Continuar lendo “Eu não sou um ciclista”